O CEO do Atlético, Pedro Daniel, concedeu entrevista exclusiva ao canal HG Play no início da noite desta quinta-feira (26) e abriu o jogo sobre um dos principais temas do momento no clube: a característica da dívida alvinegra e o planejamento traçado para equacioná-la nos próximos meses.
Recém-empossado oficialmente no cargo em janeiro deste ano, o dirigente detalhou a estratégia financeira da atual gestão e explicou que o foco imediato é o chamado “reperfilamento” da dívida bancária — considerada hoje a mais prejudicial para a operação do clube.
Dívida bancária é prioridade
Segundo Pedro Daniel, o aporte prometido gira entre R$ 500 milhões e R$ 520 milhões e tem destino praticamente definido: quitar ou reestruturar as dívidas bancárias de curto prazo.
Dentro do planejamento, estamos fazendo o reperfilamento da dívida. O (aporte) de R$ 500 milhões são basicamente para o pagamento das dívidas bancárias. Essa é a dívida que nos onera, a dívida de curto prazo e muito cara. É como se fosse o cheque especial, precisamos resolver isso.
De acordo com o dirigente, o montante atual da dívida bancária é um pouco superior a R$ 600 milhões. Por isso, o objetivo é utilizar o novo aporte para aliviar o fluxo de caixa e reduzir drasticamente o impacto dos juros sobre a operação cotidiana do clube.
Outras dívidas existem, mas estão refinanciadas
Pedro Daniel fez questão de destacar que o Atlético possui outras obrigações financeiras, como financiamentos imobiliários e débitos tributários, mas reforçou que essas já estão refinanciadas e, neste momento, não representam o mesmo peso que os compromissos bancários.
Temos outras dívidas, do financiamento imobiliário? Sim, temos! Temos dívidas tributárias? Temos! Mas elas estão refinanciadas. Mas essa aqui (dívidas bancárias), nos pega. Ela tira dinheiro de toda nossa operação. Então dentro do que a gente desenhou, nesse ano, precisamos reperfilar. O aporte, estamos falando de R$ 500 ou R$ 520 milhões, serve exatamente para retirar essa dívida. Hoje estamos falando que o valor dessa dívida bancária é um pouco superior a R$ 600 milhões.
Por que o aporte ainda não caiu na conta?
Outro ponto abordado na entrevista foi a demora para que o aporte prometido pela família Menin seja concretizado. O CEO explicou que o processo envolve negociações complexas com as instituições financeiras credoras: “O processo agora é renegociar com todos os bancos. Por isso que não é, cair os R$500 milhões na conta e está pronto. Me perguntam o motivo da demora, mas é isso, existe uma renegociação com todos os bancos. Então chamamos todos os bancos para discutir a maneira de pagamento, se a dívida vai para outro CNPJ, enfim, por isso esse processo é mais burocrático. Nossa grande meta é que até abril já tenhamos resolvido isso!”, finalizou.
A expectativa da diretoria é concluir o processo até abril, o que representaria um marco importante na reorganização financeira do Atlético em 2026. Caso o planejamento se concretize, o clube poderá reduzir significativamente o impacto dos juros bancários e ganhar maior previsibilidade orçamentária para o restante da temporada.