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Pedro Daniel detalha plano financeiro do Atlético e destaca aporte de R$ 530 milhões: “Temos um plano muito bem definido”

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O CEO do Atlético, Pedro Daniel, falou no primeiro episódio da série “Por Dentro do Galo”, produzida pela assessoria de comunicação do clube, sobre a situação financeira alvinegra e os caminhos traçados pela diretoria para buscar equilíbrio nas contas sem abrir mão da competitividade esportiva.

Durante a entrevista, o dirigente reconheceu o momento delicado vivido pelo clube e explicou que a busca por soluções estruturais passou a ser uma das principais prioridades da gestão.

“O Atlético vive uma situação financeira complexa. Discutimos internamente quais eram as alternativas, de que maneira poderíamos fazer com que o clube fosse sustentável, saudável e competitivo ao mesmo tempo. A principal frente que abordamos foi a do endividamento bancário e, em conversa com os acionistas, vimos a necessidade de mudar toda a estrutura de capital do clube”, afirmou.

Pedro Daniel também destacou o recente aporte aprovado pelo Conselho Deliberativo da associação atleticana, que garantiu a injeção de pouco mais de R$ 530 milhões na SAF. Segundo ele, o recurso será destinado prioritariamente para reduzir o peso das dívidas bancárias sobre o orçamento do clube.

Para isso a família Menin fez um novo aporte de mais de R$ 530 milhões, focado diretamente para o pagamento de dívidas bancárias, que é a dívida que nos machuca no dia a dia e que tira o dinheiro do futebol para o pagamento de juros.

A medida faz parte de uma estratégia para aliviar o fluxo de caixa do Atlético, reduzindo os custos financeiros mensais e permitindo que mais recursos possam ser direcionados para as atividades do futebol e demais áreas operacionais do clube.

Além do aporte dos acionistas, o CEO ressaltou que a recuperação financeira atleticana passa por outras iniciativas que vêm sendo conduzidas pela gestão, incluindo negociações relacionadas ao plano de credores da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e questões tributárias junto à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN).

“Sabemos da complexidade da atual situação do clube. Mas hoje temos um plano muito bem definido, não só com a questão do aporte, mas com o plano de credores na CNRD, a questão tributária na PGFN, pensando que o impacto que vamos ter nas quatro linhas vem de um clube mais organizado, em um Galo que nós queremos como protagonista dentro do futebol brasileiro”, completou.