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Cruzeiro, Vasco e Botafogo, do “Grupo União” acertam venda de placas de publicidade

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FOTO: GUSTAVO ALEIXO / FLICKR / CRUZEIRO

O Cruzeiro deu um passo importante rumo ao fortalecimento de sua receita ao formar o “Grupo União” com Botafogo e Vasco da Gama. Os clubes, que fecharam com a investidora norte-americana Serengeti e a Life Capital Partners (LCP) nos mesmos moldes que as equipes da Liga Forte Futebol, conseguiram um contrato para a venda de publicidade das placas que ficam no campo em jogos que são mandantes.

No intuito de ampliar sua capacidade financeira e buscar alternativas de receita, o Cruzeiro uniu forças com Botafogo e Vasco, clubes que também se transformaram em Sociedade Anônima do Futebol (SAF), para criar o Grupo União, conforme já noticiado anteriormente. Os clubes se posicionaram, em conjunto, na noite desta quinta-feira (6) falando sobre o acordo.

Como parte desse movimento, os três clubes fecharam recentemente um acordo com a empresa Brax, uma das principais do segmento de publicidade esportiva. A Brax será responsável pela comercialização das placas de publicidade localizadas no campo do estádio, oferecendo uma nova oportunidade para empresas interessadas em promover suas marcas durante as partidas. A informação inicial foi do site Máquina do Esporte e confirmado por nossa reportagem.

Embora os detalhes financeiros do contrato não tenham sido divulgados oficialmente, especula-se que o valor acordado entre o Cruzeiro e a Brax seja extremamente vantajoso, equiparando-se ao montante recebido pelo Flamengo, atual referência em receita publicitária no futebol brasileiro. Tal valor representa um importante impulso financeiro para o Cruzeiro, que busca se reestruturar após passar por dificuldades econômicas nos últimos anos.

A expectativa é que a parceria com a Brax traga benefícios significativos ao Cruzeiro, não apenas em termos financeiros, mas também em visibilidade e posicionamento de marca. Com a venda das placas de publicidade em mãos de uma empresa especializada, a Raposa poderá focar em sua reconstrução, fortalecendo suas finanças.

Flexibilidade foi determinante

A flexibilidade em negociar de forma individual alguns direitos, como foi esse caso das placas de publicidade, foi um dos diferenciais que fez o Cruzeiro não fechar com a Libra, outro grupo de clubes que negocia com o Mubadala (fundo dos Emirados Árabes interessado na liga brasileira). A Raposa estava inicialmente inclinada ao grupo que hoje conta com Flamengo, Corinthians e outros clubes, mas acabou mudando e fechando o Grupo União junto das outras SAFs.