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Cruzeiro

Tite vê “supremacia” em campo, comenta desempenho, reestreias e projeta sequência

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O Cruzeiro deu um passo importante rumo à final do Campeonato Mineiro ao vencer o Pouso Alegre por 2 a 1, no jogo de ida da semifinal. Apesar do placar apertado, a atuação foi uma das mais consistentes da equipe na temporada, com volume de jogo, controle das ações e diversas finalizações criadas ao longo dos 90 minutos.

Após a partida, o técnico Tite avaliou que o resultado não traduziu a superioridade celeste em campo e destacou a evolução coletiva.

“Foi um grande jogo, consistente, próprio. Resultado não reflete a supremacia, durante quase a totalidade do jogo. Coordenações, ritmo melhorando, primeiro passo importante pra chegar na disputa do título final”

Mesmo com domínio territorial e chances criadas, o Cruzeiro voltou a sofrer com a falta de precisão nas conclusões. Para Tite, o processo de amadurecimento passa também por saber lidar com os diferentes cenários dentro de uma mesma partida.

“Tem que saber absorver, sim (o gol sofrido), é um processo de maturidade. Vai acontecer. As vezes circunstancialmente você pode tomar um gol e absorver esses diferentes jogos que tem dentro de um jogo. Um jogo mental, que tu busca, começa a jogar mais perto, mais com a bola. Nós já melhoramos nosso poder de finalização com precisão, hoje não tínhamos Arroyo e Kaio e produziu bastante em termos ofensivos.”

A equipe atuou com quatro jogadores no meio-campo, alternando momentos de verticalidade com posse mais trabalhada, modelo que o treinador deixou claro não ser circunstancial.

“Cruzeiro tem que ter cara de Cruzeiro e não personalizo nunca. Ele quer alternar momentos de verticalidade com momentos de posse. Quatro jogadores no meio de campo pra criar e dois jogadores na frente pra concluir, linha de quatro atrás.”

Um dos destaques da noite foi a reestreia de Bruno Rodrigues com a camisa celeste. O atacante voltou a atuar pelo clube e recebeu elogios públicos do treinador.

“Bruno é um jogador muito identificado com o Cruzeiro. Um jogador que tem uma capacidade de finalização e de atacar espaço muito forte. Alguns jogadores tem cheiro de gol, que eles buscam essa última bola, ele tem essa característica de poder nos auxiliar também.”

Outro nome citado foi o volante Walace, reintegrado após especulações de mercado.

“Não se confirmou as possibilidades de negociação. É um jogador de qualidade. Por isso sua reintegração.”

Com a semifinal aberta e um compromisso importante no meio de semana diante do Corinthians, o treinador justificou as substituições realizadas na etapa final, já projetando a sequência decisiva.

“Traduz um pouco das substituições que eu fiz. Tem quarta e sábado. Demos um primeiro passo para chegar na disputa do título mineiro. Mas também temos um jogo importante na quarta-feira porque precisamos nos recuperar. A gente tem essa consciência. Então ela (substituição) teve essa consciência, pra que tenha quarta e sábado jogadores que estejam ‘fresh’, um pouco mais soltos, os erros são menores, você produz mais.”

Questionado sobre o reencontro com o Corinthians, Tite foi direto:

“Eu quero fazer uma história no Cruzeiro. Essa é minha resposta.”

A vitória no interior também teve um componente emocional destacado pelo treinador, que relembrou suas origens.

“Tu ta falando da parte emocional. Eu fui criado no interior e buscava ter contato, pra de alguma forma estar presente. É a idolatria do grande clube. O Cruzeiro arrasta multidões. Hoje tinha uma cozinheira que disse que queria uma foto. Nesse aspecto, o quanto o futebol te atrai, te proporciona estar feliz com um contato, uma foto, vendo seus ídolos, é muito bonito.”

Já sobre o choro do jovem Neiser Villarreal no banco após ser substituído, o treinador fez questão de sair em defesa do atacante.

“Imagina um garoto que troca de país, jovem, que vem pra uma camisa pesada com uma expectativa extremamente alta, que vinha fazendo um bom jogo, que cria expectativa, as oportunidades surgiram, mas é da vida. Ele fez um bom jogo. Compete ao técnico, que tem mais experiência passar mais calma e pedir pro torcedor abraçar ele. Ele não faz corpo mole, é um menino de ouro. Ele ficou comovido com o momento.”