A vitória do Cruzeiro por 1 a 0 sobre o Barcelona de Guayaquil, fora de casa, evidenciou não apenas eficiência, mas também maturidade competitiva, ponto ressaltado por Fagner após o apito final, em entrevista na zona mista.
O lateral-direito chamou atenção para as particularidades de uma partida de Copa Libertadores da América, destacando o nível físico e a necessidade de adaptação ao estilo de jogo.
“É totalmente diferente, o árbitro deixa correr um pouco mais, é um jogo mais físico. A partir dos 25 do segundo tempo, onde você precisa se defender e se der sair pra fazer o gol. Naqueles momentos é segurar e o campeonato exigisse isso. Ainda bem que entendemos já no primeiro jogo e que levemos para os demais.”
Além da intensidade, Fagner também valorizou o peso do resultado conquistado em Guayaquil, sobretudo pelas dificuldades de atuar no Monumental Banco Pichincha.
“É difícil jogar aqui (Em Guayaquil), saímos na frente onde é mais difícil. Naquele momento do jogo, eu como mais experiente achei que deveria falar. É a hora de fazer de tudo pra sair com a vitória e todo mundo deu seu máximo dentro de campo para conseguir os três pontos.”
Titular após mudanças promovidas por Artur Jorge, o jogador também destacou a competitividade interna do elenco.
“Titular a gente não tem, é um grupo de jogadores onde todos trabalham forte. Ainda não tinha iniciado nenhum jogo, mas vinha me preparando. Fiquei sabendo na preleção. Temos que estar preparados, trabalhar no dia a dia, por mais que fique um pouco chateado de não jogar, faz parte do processo, não deixei de trabalhar e procurar meu espaço. Independente de jogar noventa, dez ou cinco (minutos), quero ajudar e que o Cruzeiro vença. Comigo ou não em campo é o Cruzeiro que está vencendo.”
Por fim, Fagner detalhou a estratégia da equipe e a evolução tática sob comando da comissão técnica.
“Isso tudo vem da estratégia do próprio Artur. De se defender bem, saber a hora dos gatilhos de pressão. Tem momentos do jogo que não precisa ir lá em cima pressionar sabendo que precisamos do resultado. Mesmo com o volume que tentaram criar não conseguiram finalizar no gol. A equipe vem evoluindo nesse sentido, é um processo. Haverão outros jogos que vamos sofrer mais ou menos, faz parte do processo. Esperamos que o crescimento seja gradual para que a equipe esteja mais madura.”
Além da atuação consistente, Fagner também se destacou nos números. Ele foi eleito o melhor em campo pelo Sofascore, com nota 8.2, registrando duas grandes chances criadas, três passes decisivos, oito ações defensivas, seis duelos ganhos em nove disputados e 100% de aproveitamento nos dribles (3/3), coroando uma atuação completa no Equador.