Artur Jorge faz análise do empate contra o Boca, comenta postura do time e opções utilizadas

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O Cruzeiro deixou a Bombonera com um ponto importante na bagagem e a sensação de que poderia ter conquistado ainda mais. Após o empate por 1 a 1 com o Boca Juniors, pela penúltima rodada da fase de grupos da Libertadores, o técnico Artur Jorge valorizou a atuação da equipe, especialmente no segundo tempo, e afirmou que a Raposa tinha condições de sair da Argentina com a vitória mesmo atuando parte da partida com um jogador a menos.

Em entrevista coletiva após a partida, o comandante português destacou a personalidade demonstrada pelo Cruzeiro em um dos ambientes mais hostis do futebol sul-americano e avaliou o empate como positivo dentro do contexto do confronto.

“De fato é um ponto importante pra nós. A dificuldade que esse grupo trás pra todas as equipes. Nós sabíamos que íamos ter um jogo intenso, que se confirmou no que era toda a paixão posta pelas duas equipes em campo. Numa noite tremenda de futebol. Onde o ponto conseguido é fruto do contexto, tendo em conta o que nós tivemos que suportar na segunda parte. Fico com a sensação de que se o Gerson não tivesse sido expulso, nós ganharíamos o jogo. Fizemos um segundo tempo bem mais consistente, bem mais à imagem do que temos sido, que soube ter personalidade num campo difícil, contra uma equipe difícil.”

O treinador explicou que, no intervalo, a comissão técnica identificou problemas nos minutos iniciais da equipe, principalmente na saída de bola. Segundo ele, o Cruzeiro confundiu “critério com risco” e precisou ajustar posicionamentos para crescer no jogo.

“Nós tivemos a oportunidade de que reconhecermos que permitimos muito do adversário durante os primeiros 15, 20 minutos. Confundimos o que era sair com critério ou com risco. Corrigimos alguns comportamentos pra algumas posições e jogadores e tivemos uma segunda metade mais fluída enquanto estivemos com 11, muito mais capaz, mais equipe e uma demonstração de personalidade e de competência. O resultado não se alterou muito por culpa da nossa obrigação de ter que mexer na equipe por conta de uma expulsão.”

Questionado sobre a escolha de iniciar a partida com Bruno Rodrigues entre os titulares, o técnico explicou que a ausência de Arroyo pesou na decisão e detalhou a estratégia montada para o setor ofensivo.

“O Bruno joga numa posição, hoje na ausência do Arroyo, optamos pelo Bruno que nos dá chegada a área, que nos dá opção de jogo por dentro e pode alternar com Matheus sobre a posição de ligação. As opções depois, em relação ao Sinisterra e ao Neyser, o Neyser muito mais pra não perder a velocidade na frente, como aconteceu na oportunidade que ele teve pra fazer o gol. E o Sinisterra um jogador com qualidade pra ficar com a bola, capaz de quando a bola chegasse, ter a temporização necessária para a equipe respirar e ser objetiva, organizada e não chute pra frente.”

Artur Jorge ainda ressaltou a maturidade demonstrada pelo elenco celeste, mesclando juventude e experiência em partidas de alto nível fora de casa. O treinador comparou o desempenho diante do Boca ao empate recente contra o Palmeiras, pelo Campeonato Brasileiro.

“Eu diria que a importância da juventude e os mais experientes é se complementar. A capacidade de ter irreverência e maturidade. FAz com que a equipe seja capaz de dar a resposta em ambientes e adversários. Viemos de um jogo muito idêntico em São Paulo, frente ao Palmeiras. Dois resultados fora de casa que mostra que a equipe está no caminho do crescimento, para poder atingir seus objetivos.”

O treinador também comentou o retorno a Buenos Aires após a conquista da Libertadores de 2024, quando ainda comandava o Botafogo. Apesar da memória afetiva, afirmou que o foco agora está totalmente voltado ao projeto do Cruzeiro.

“Voltar a Buenos Aires e voltar a um dia histórica pra mim, talvez o melhor dia da minha vida desportiva. Mas hoje vim com outra missão, de ajudar o Cruzeiro ao que se propunha. Viemos pra ganhar o jogo. A equipe soube, a partir dos 20 minutos, tem a capacidade de se encontrar e fazer um jogo interessante para o que nós queríamos.”

Sobre a arbitragem, alvo de expectativa antes da bola rolar por conta da pressão do ambiente na Bombonera, Artur Jorge evitou críticas e avaliou positivamente a condução do confronto.

“Devo dizer que a expectativa que era pra esse jogo e essa tensão que se foi criando ao longo do tempo, a arbitragem esteve ao nível daquilo que era a exigência do jogo. E

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