Categoria equilibrada e brasileiro entre os favoritos: Guia para acompanhar a Fórmula 2 em 2021

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FOTO: ONEFOOTBALL / IMAGOIMAGE

A Fórmula 2 é o último degrau na escalada dos jovens pilotos que cobiçam uma das 20 vagas no grid da Fórmula 1. Algumas equipes de F1 possuem programas de jovens pilotos, que consistem em desenvolver os atletas e ajudá-los a chegar na principal categoria do esporte a motor. Ferrari, Redbull e Mercedes são três grandes exemplos de academias bem sucedidas e responsáveis, respectivamente, por revelarem três promessas da nova geração: Charles Leclerc, Max Verstappen e George Russell.

Contudo, alguns pilotos chegam à F2 sem nenhum “padrinho” e precisam se destacar para chamar atenção das escuderias da Fórmula 1. Assim, a Fórmula 2 se torna uma grande vitrine para competidores que estão em ascensão e precisam provar o seu talento. A visibilidade fica ainda maior pelo fato de todas as etapas da categoria coincidirem em data e local com a F1.

Visitando oito países e realizando 24 corridas, as atividades se iniciam na próxima sexta-feira (26) no Bahrein e têm conclusão prevista para 12 de dezembro em Abu Dhabi. Para isso, a Fórmula 2 conta com um novo formato na competição onde serão realizadas rodadas triplas nos fins de semana.

Assim, as atividades ficam divididas da seguinte maneira: Na sexta-feira acontece um treino livre – 45 minutos – e um treino classificatório – 30 minutos. No sábado acontecerá duas corridas – ambas com 120km de distância, e duração aproximada de 45 minutos, denominadas “Sprint Race”. No domingo a prova tem 170km de distância e 1 hora de duração chamada de “Feature Race”. Vale lembrar que a corrida longa vale mais pontos e os dez primeiros pontuam. Nas provas mais curtas a pontuação fica para os oito mais bem colocados.

Tabela de pontuação Campeonato Mundial FIA F2.

As posições no grid de largada serão definidas da seguinte forma:

A sessão de classificação de sexta-feira define as posições para a primeira corrida do sábado e inverte a posição dos dez primeiros para a corrida de domingo. Assim, o piloto com o melhor tempo no treino classificatório largará em 1º no domingo e 10º no sábado. O 2º no grid de domingo será o 9º no sábado, e assim por diante. Para deixar a explicação mais clara, contruímos uma situação utilizando dez pilotos como exemplo. Acompanhe na tabela abaixo:

Exemplo de resultado da classificação de sexta-feira, e grid da primeira corrida de sábado.

O grid da segunda corrida de sábado será determinado pela inversão dos dez mais bem colocados no final da corrida um. O vencedor largará em 10º, o 2º largará em 9º, o 3º em oitavo e assim sucessivamente.

Exemplo de resultado da corrida 1 e grid da corrida 2.

Competitividade:

A Fórmula 2 é por natureza uma divisão em que se tem muito mais disputas – tanto em corridas quanto em campeonatos – do que a Fórmula 1. Isso ocorre, principalmente, pela uniformização dos chassis – produzidos pela Dallara – e dos motores – desenvolvidos pela Mechachrome Motorsport.

Ao longo da temporada 2020 – que contou com 24 etapas – 12 pilotos conseguiram, pelo menos uma vez, subir no lugar mais alto do pódio. Devido à tamanha competitividade, a disputa do título ficou para a última corrida, que aconteceu no Bahrein. Na ocasião Callum Illot viu Mick Schumacher levantar a taça.

A nova temporada da Fórmula 2 tem grandes chances de ser ainda mais disputada que a do ano anterior. E o motivo está nas novas oportunidades que surgem com a chegada do novo formato da categoria. Se um piloto não for bem na classificação, ele tem a oportunidade de otimizar os resultados na corrida 1, se isso não acontecer ele ainda pode aproveitar as chances que a corrida 2 oferece.

Pilotos brasileiros:

Felipe Drugovich

Foto: Reprodução / Instagram: Felipe Drugovich

O paranaense competirá pelo segundo ano consecutivo na F2 e é um dos favoritos ao título. Em 2020, Drugovich fez uma temporada de estreia que chamou a atenção de todos no Paddock. Correndo pela mediana equipe MP Motorsport, Felipe venceu três corridas e foi o segundo piloto que mais acumulou vitórias. Além dos triunfos, o brasileiro conquistou um terceiro lugar em uma das etapas no Bahrein.

A forte atuação não é o único fator que torna Drugovich um dos favoritos. Hoje ele é piloto da UNI-Virtuosi, uma das equipes mais fortes do grid. Callum Illot, vice-campeão na temporada passada, correu pelo mesmo time.

Gianluca Petecof

Foto: Reprodução / Instagram: Gianluca Petecof

Gianluca é um dos destaques da nova geração do automobilismo brasileiro. Em 2020, disputou a Fórmula Regional Europeia e levou a melhor na disputa pelo título contra Arthur Leclerc – irmão de Charles.

Para 2021, Petecof fez um movimento um tanto ousado. Isso por que o caminho natural é competir na Fórmula 3 e depois avançar para a Fórmula 2. Pular uma etapa do processo pode fazer o brasileiro ter dificuldades em se adaptar ao novo ambiente. No entanto, o paulista vem provando ser um bom piloto e tem potencial para se sair bem em sua temporada de estreia pela equipe de meio de pelotão, Campos Racing.

 

Guilherme Samaia

Foto: Reprodução / Instagram: Guilherme Samaia

Assim como Drugovich, Samaia parte para seu segundo ano na Fórmula 2. No entanto, a situação de Guilherme é um pouco mais delicada que a dos outros dois pilotos brasileiros. Em 2019, Samaia era um dos favoritos ao título da Euroformula. Porém, devido a alguns problemas com a equipe, o brasileiro acabou abandonando o projeto no início do mesmo ano. Assim, Guilherme ficou 14 meses sem competir até fazer sua estreia na Fórmula 2, em 2020, pela Campos Racing. Em consequência disso, o paulista de 24 anos perdeu muito ritmo de corrida e não se adaptou muito bem à F2.

Como resultado, terminou o campeonato zerado. Agora como titular da Charouz Racing, Samaia tem a chance de recomeçar e mostrar seu verdadeiro valor.

 

Abaixo você confere a programação com data, horário e canais de transmissão, para acompanhar a primeira etapa da Fórmula 2:

Datas e horário de transmissão .

 

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